| | | O traumatismo cranio-encefálico (TCE) é um evento rsponsável por inúmeras mortes e causa de deficiência físicas e mentais, produzindo grandes limitações na qualidade de vida. A ocorrência de lesões cerebrais abrange todas as faixas etárias, sendo mais comuns em adultos jovens, na faixa entre 15 e 24 anos. A incidência é três a quatro vezes maior nos homens do que nas mulheres. Os acidentes de trânsito são a principal causa de lesão cerebral vindo em seguida a violência pessoal. Os mecanismos responsáveis pelos TCEs são lesões corto-contusas, perfurações, fraturas de crânio, movimentos bruscos de aceleração e desaceleração e estiramento da massa encefálica, dos vasos intracranianos e das meninges (membranas que revestem o cérebro). As lesões podem ser focais ou generalizadas. As focais localizam-se próximas à área do trauma ou em áreas mais distantes. Os TCEs podem ser classificados em três tipos, de acordo com a natureza do ferimento do crânio: traumatismo craniano fechado, fratura com afundamento do crânio, e fratura exposta do crânio. O traumatismo craniano fechado caracteriza-se por ausência de ferimentos no crânio ou, quando muito, fratura linear. Quando não há lesão estrutural macroscópica do encéfalo, o traumatismo craniano fechado é chamado de concussão. Contusão, laceração, hemorragias, e edema (inchaço) podem acontecer nos traumatismos cranianos fechados com lesão do parênquima cerebral. Os traumatismos cranianos com fraturas com afundamento caracterizam-se pela presença de fragmento ósseo fraturado afundado, comprimindo e lesando o tecido cerebral adjacente e o prognóstico depende do grau da lesão provocada no tecido encefálico. Quando é secundário a traumatismos cranianos abertos, com fratura exposta do crânio, ocorre laceração dos tecidos pericranianos e comunicação direta do couro cabeludo com a massa encefálica através de fragmentos ósseos afundados ou estilhaçados. Este tipo de lesão é, em geral, grave e há grande possibilidade de complicações infecciosas intracranianas. Os TCEs podem acometer a pele da cabeça, o crânio, ou o cérebro, sendo que as lesões cutâneas têm pouca importância clínica por si só, mas em geral estão associadas a lesões do crânio e do tecido cerebral, além de poderem ser causa freqüente de hemorragia e infecção. As fraturas do crânio podem ser da convexidade do crânio ou da base. As da convexidade podem ser lineares, deprimidas, ou compostas. As fraturas lineares são comuns e não requerem tratamento específico, porém podem ser indicativas de que o TCE teve certa gravidade, antevendo a necessidade de observação por 12 a 24 horas na fase aguda. Exames neurológicos devem ser feitos periodicamente neste período, e deterioração do nível de consciência ou alterações ao exame físico podem ser indicativos da presença de hematoma intracraniano. As fraturas deprimidas do crânio são o resultado de lesões provocadas por objetos de baixa velocidade. A tábua interna do crânio sofre maior dano do que a tábua externa. Essas fraturas podem determinar laceração da membrana de revestimento externa do cérebro ou do tecido cerebral. O tratamento cirúrgico deve ser considerado, sobretudo se a depressão for maior que a espessura do osso do crânio. As fraturas compostas são caracterizadas pela laceração do osso. O tratamento é essencialmente o mesmo das fraturas simples, lineares: tratamento adequado das feridas cutâneas com fechamento da laceração. As fraturas da base do crânio são as mais freqüentes e, como as fraturas lineares, são indicativas de que o TCE foi intenso. Elas podem levar a fístulas liqüóricas, sendo fontes potenciais de meningite, abscesso, e outras infecções intracranianas. As fraturas da base também podem lesar os nervos cranianos, cujos forames estão aí localizados. As lesões encefálicas podem ser classificadas em primárias e secundárias. As lesões primárias são o resultado do impacto, e geralmente estão presentes já no momento do acidente. As lesões secundárias são aquelas de curso progressivo, ocorrendo como conseqüência de hematoma, edema, isquemia ou hipóxia, podendo levar a lesões neurológicas tardias. O tecido cerebral pode ser lesado diretamente no lugar do impacto, que é a lesão por golpe, ou em pontos diametralmente opostos ao impacto, que é a lesão por contra-golpe. As porções inferiores dos lobos frontais e temporais são as áreas mais acometidas pelas lesões por contra-golpe, pois os ossos da base do crânio, sobretudo nas fossas temporal e frontal, apresentam superfícies rugosas, cheias de acidentes anatômicos. A concussão é o traumatismo craniano fechado sem lesão estrutural macroscópica do encéfalo, onde ocorre alteração temporária da função cerebral, mais evidente logo após o traumatismo, tendendo a melhorar em 24 horas. Pode ser acompanhada por bradicardia, hipotensão e sudorese. A concussão caracteriza-se pela perda de consciência, freqüente, mas não invariável, amnésia (esquecimento) do evento, letargia temporária, irritabilidade, e disfunção de memória, sem implicar em risco de complicações graves, chegando no máximo a perda de consciência breve. Lesão axonal difusa ocorre quando a perda de consciência é superior a 6 horas, como conseqüência a estiramento dos neurônios em decorrência dos movimentos súbitos de aceleração e desaceleração. Pode ser dividida de acordo com a duração do coma e o prognóstico depende da sua duração. Os comas mais prolongados podem estar associados a sinais focais ou edema, e têm prognóstico mais desfavorável. As lesões são microscópicas, e, em geral, afetam o corpo caloso e o tronco cerebral ou são difusas. A tumefação cerebral pode ser devida a edema cerebral ou por aumento da fluxo sanguíneo do cérebro pela vasodilatação anormal, podendo ser difusa ou focal. A contusão cerebral caracteriza-se por lesão estrutural do tecido encefálico e pode ser demonstrada pela tomografia computadorizada de crânio como pequenas áreas de hemorragia. Não há lesão da pia-aracnóide (membranas mais internas de revestimento do cérebro), mas o edema cerebral é comum. As contusões, em geral, produzem alterações neurológicas que persistem por mais de 24 horas. As manifestações clínicas são déficits neurológicos focais, como paralisias, transtornos da linguagem, alterações da memória e do afeto e, mais raramente, alterações visuais, que podem persistir como seqüelas. As lacerações do tecido cerebral, em geral, ocorrem quando há fraturas, apesar de que movimentos bruscos de aceleração e desaceleração também podem levar a perda de substância encefálica. Laceração das meninges e dos vasos intracranianos acompanham esse tipo de lesão e, geralmente, levam a hemorragia intracraniana. Déficits neurológicos sempre estão presentes, e deixam seqüelas, apesar de ocorrer certa melhora com o tempo. O hematoma epidural (localizado entre a calota craniana e a membrana mais externa de revestimento do cérebro) ocorre entre 1 a 3 por cento dos TCEs. São lesões associadas a fraturas que laceram uma das artérias ou veias meníngeas. A apresentação clínica é variável. Em geral há perda da consciência logo após o trauma com recuperação após alguns minutos ou horas. Entretanto, posteriormente, o paciente começa a ficar letárgico e ocorre deterioração neurológica, podendo haver herniação cerebral se não tratado. Alterações pupilares e hemiparesia (dificuldade de movimento em um lado do corpo) contralateral ao local da lesão, associadas a alterações da consciência são os achados mais comuns ao exame físico. Cirurgia para drenagem do hematoma é o tratamento de escolha. O hematoma subdural agudo (localizado entre as membranas que revestem o cérebro) é encontrado, freqüentemente, em pacientes que sofrem traumatismo decorrente de aceleração e desaceleração em altas velocidades. Pode ser simples e tem bom prognóstico quando não há lesão cerebral associada. Hematomas subdurais complicados são acompanhados de laceração do parênquima e dos vasos. O quadro clínico se caracteriza, geralmente, por coma e por diversos graus de alterações focais. O tratamento pode ser cirúrgico ou não, dependendo do tipo e da extensão das lesões. O hematoma subdural crônico tem apresentação tardia, pelo menos 20 dias depois do trauma. É mais comum em crianças e em idosos. Alcoolismo, epilepsia, uso de anticoagulantes, diálise renal predispõem os pacientes a terem essa complicação. O quadro clínico é insidioso, caracterizado por confusão, distúrbios de memória, apatia e alteração de personalidade. Dor de cabeça é comum. O diagnóstico é feito através da tomografia computadorizada de crânio. Em geral, o tratamento é cirúrgico. Para um diagnóstico preciso, as informações sobre o evento traumático devem ser colhidas de observadores. Deve-se procurar saber sobre a causa do traumatismo, a intensidade do impacto, a presença de sintomas neurológicos, convulsões, diminuição de força, alteração da linguagem, e, sobretudo, deve-se documentar qualquer relato de perda de consciência. A amnésia para o evento é comum nas concussões. Pode haver, também, perda de memória retrógrada (para eventos ocorridos antes do trauma) ou anterógrada (para os eventos que se sucederam logo após o trauma). A amnésia é característica dos TCEs que cursam com perda de consciência. Amnésia cuja duração é superior a 24 horas é indicativa de que o TCE foi mais intenso, e pode estar relacionada com prognóstico menos favorável. A amnésia de curta duração não tem maior significado clínico. A alteração da consciência é o sintoma mais comum dos TCEs. A breve perda de contato com o meio é característica da concussão. O coma pode durar horas, dias ou semanas, dependendo da gravidade e localização da lesão. Lesões difusas do encéfalo ou do tronco encefálico podem levar a comas prolongados, sobretudo quando há contusão ou laceração de amplas áreas cerebrais, tumefação ou edema importante. A melhora do nível de consciência tem relação direta com o grau de lesão. Dor de cabeça intensa, sobretudo unilateral, pode indicar lesão expansiva intracraniana, sendo necessária investigação neurológica cuidadosa. Cefaléia intensa na região occipital pode ser indicativa de fratura do odontóide, que é a estrutura da secunda vértebra que se articula com a primeira. O exame físico inicial, na fase aguda, deve ser rápido e objetivo. Freqüentemente ocorre a associação com traumatismos torácicos, abdominais e fraturas. Hipóxia, hipotensão, hipo ou hiperglicemia, efeito de drogas narcóticas, e lesões instáveis da coluna vertebral devem ser procurados e convenientemente tratados. O exame da pele da cabeça deve ser feito com cuidado, onde as fraturas no crânio devem ser procuradas. Fraturas da base do crânio podem ser suspeitadas pela presença de sangue no tímpano e pela drenagem de líquido cefalorraquidiano pelo ouvido ou nariz. O exame neurológico inicial deve determinar o estado das funções dos hemisférios cerebrais e do tronco encefálico. Os exames subseqüentes são importantes para verificar a evolução do paciente, se está havendo melhora ou deterioração do seu quadro clínico. Escalas neurológicas foram desenhadas para permitir quantificar o exame neurológico. A escala de coma de Glasgow é uma medida semiquantitativa do grau de envolvimento cerebral, que também orienta o prognóstico. Como limitação, não é válida para pacientes em choque ou intoxicados. Existe uma escala modificada para crianças. A escala consiste em pontuar os achados do exame neurológico, avaliando a resposta verbal, a abertura dos olhos, e a resposta motora. A soma de pontos para um paciente completamente lúcido e orientado é 15. A soma para um paciente afásico, imóvel e sem abertura dos olhos é 3. O exame neurológico deve incluir, ainda, avaliação dos nervos cranianos e exame de fundo de olho (para verificar a presença de edema de papila presente no edema cerebral ou na hipertensão intracraniana). Os reflexos pupilares e os movimentos oculares devem, também, ser avaliados. Os exames normalmente solicitados são Radiografias de crânio nas incidências ântero-posterior e lateral; tomografia computadorizada de crânio pode demonstrar fraturas, hematomas intra e extra-cerebrais, áreas de contusão, edema cerebral, hidrocefalia, e sinais de herniação cerebral; a ressonância magnética permite verificar a presença de lesões de difícil visualização à tomografia computadorizada, como hematomas subdurais, além de definir melhor a presença de edema; a angiografia cerebral é indicada para avaliar lesões vasculares no pescoço ou na base do crânio. Após resolução das urgências clínicas e neurológicas que ocorrem nas fases iniciais do atendimento a pessoas que sofreram TCE, inicia-se um longo processo de recuperação que tem características peculiares e que pode esbarrar com complicações muitas vezes inevitáveis relacionadas ao traumatismo. A epilepsia é uma das complicações mais comuns do TCE. Cerca de 5% dos pacientes desenvolvem crises epilépticas recorrentes precoce ou tardia. O tratamento não difere das demais epilepsias (drogas antiepilépticas habituais). Em alguns casos não é possível controlar as crises com medicamentos. Quando a lesão está localizada na área responsável pelo início do movimento voluntário (trato piramidal) os músculos são espásticos (têm tônus aumentado) e os reflexos tendinosos são exacerbados. Os pacientes com envolvimento das pernas, dos braços, do tronco e do pescoço (envolvimento total) têm tetraplegia espástica e são mais dependentes da ajuda de outras pessoas para alimentação, higiene e locomoção. Havendo recuperação cerebral, mesmo pacientes com tetraplegia espástica grave, nas semanas que se sucedem ao acidente, podem apresentar melhora gradativa do quadro motor, chegando a readquirir independência total. Na hemiplegia espástica, observa-se alterações do movimento em um lado do corpo, como por exemplo, perna e braço à esquerda. Quando a lesão está localizada nas áreas que modificam ou regulam o movimento (trato extra-piramidal), surgem movimentos involuntários (fora de controle) e os movimentos voluntários são prejudicados. A ataxia está relacionada com lesões cerebelares ou das vias cerebelares e manifesta-se por déficit de equilíbrio e incoordenação. O cerebelo pode sofrer lesão direta e, neste caso, geralmente observa-se dificuldade de coordenação localizada. A ataxia generalizada costuma estar relacionada com anóxia cerebral ocorrida durante os períodos iniciais após o acidente. A hidrocefalia (aumento do volume de líquido céfalo-raquiano nas cavidades cerebrais) manifesta-se com piora do quadro neurológico, dor de cabeça, vômitos, confusão mental e sonolência. Mais tardiamente, observa-se dificuldade de raciocínio, apatia e lentificação psicomotora. Em alguns casos, pode ocorrer hidrocefalia com pressão normal, decorrente de redução da capacidade de absorção do líquido céfalo-raquiano, que é continuamente produzido. O tratamento da hidrocefalia, quando necessário, consiste em medicações que reduzem a produção de líquido céfalo-raquiano ou cirurgias que aumentam sua drenagem. Alguns pacientes com TCE grave podem desenvolver situação denominada de disfunção autonômica, que representam dano ao sistema nervoso autônomo, que se manifesta por episódios súbitos de sudorese, hipertensão arterial, taquicardia, febre e extensão dos membros. Estas crises são ocasionadas por destruição de algumas conexões entre o córtex cerebral e o hipotálamo e geralmente são desencadeadas por estímulos dolorosos, incluindo distensão da bexiga ou dos intestinos. Algumas drogas podem ser úteis no alívio dessas crises. Alguns nervos cranianos podem ser afetados pelo trauma. O nervo olfatório pode ser lesado em cerca de 5% dos pacientes, acarretando anosmia (perda do olfato). Metade destes pacientes se recupera totalmente. A recuperação geralmente ocorre dentro de 2 meses, podendo haver uma fase de percepção distorcida dos cheiros. Não há tratamento específico. O nervo óptico, que transmite a visão do olho até o cérebro, costuma ser afetado em 1 a 2% dos pacientes, ocasionando perda visual parcial ou total. A cegueira é reversível em menos da metade dos casos. A lesão dos nervos responsáveis pela movimentação dos olhos (nervos 3, 4 e 6, também chamados oculomotor, troclear e abducente). O que se observa é um desalinhamento dos olhos (estrabismo) que ocasiona visão dupla. Estas alterações podem desaparecer dentro de um período de 1 ano. Não se observando recuperação dentro deste prazo, pode ser feita correção cirúrgica. O nervo trigêmeo, responsável principalmente pela sensibilidade da face, pode ser envolvido em alguns casos, ocasionando dormência e dor facial. Os nervos 7 (facial, cuja principal função é movimentar os músculos da face) e 8 (responsável pela audição e equilíbrio) podem ser envolvidos quando há fratura da parte petrosa do osso temporal. Como nos outros casos, estas alterações também podem ser reversíveis. O grau de envolvimento cognitivo (capacidade de adquirir conhecimento) pode abranger desde pacientes sem nenhuma resposta até pacientes nos quais as dificuldades só podem ser identificadas através de testes específicos. Por causa das relações entre o cérebro e os ossos do crânio, as regiões cerebrais mais freqüentemente lesadas após TCE são os lobos frontais e temporais. Em virtude disso, as dificuldades mais comumente observadas são aquelas relacionadas a funções desempenhadas por estas regiões do cérebro (memória, planejamento, funções executivas e comportamento). Alterações de comportamento como apatia, desinibição, impulsividade, agressividade, perseveração, irritabilidade, ansiedade, distúrbio do sono, psicose e depressão podem estar presentes. Assim como nas alterações cognitivas e neuropsicológicas, as alterações comportamentais podem se tornar mais leves e desaparecerem com o passar do tempo. Após um traumatismo cranioencefálico podem acontecer complicações neuroendócrinas decorrentes de alterações do controle hormonal do organismo, que depende, principalmente, do cérebro. Podem ocorrer situações como diabetes insipída (o principal sintoma é eliminar grandes quantidades de urina), alterações relacionadas com a regulação hipotalâmica (como por exemplo hiperfagia) e transtornos menstruais. Outra alteração freqüentemente observada é a formação de osso em locais indevidos como quadril, cotovelo e ombro (ossificação heterotópica). A incontinência urinária é, geralmente, secundária à desinibição, mas por vezes tem como causa uma bexiga hiperreflexa (que apresenta contrações anormais). Disfagia (dificuldade de deglutição), muitas vezes reversível, pode estar presente nos pacientes com envolvimento mais grave. O prognóstico, ou previsão do grau de recuperação dos pacientes, é bastante variável, variando de acordo com o atendimento recebido, gravidade do trauma, intensidade das complicações precoces, etc. Considerando as mortes provocadas e limitações físicas definitivas que estas condições causam, a prevenção do trauma deve ser objeto de constantes campanhas de conscientização da população. ... ...
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| | | Danos ocasionados por agressão externa, na maioria das vezes mecânica, como um golpe, queda, arma de fogo, corrente elétrica, queimadura, etc. Por extensão, fala-se também em traumatismo a propósito de agressão psíquica violenta (angústia, medo, decepção, alegria, etc). O traumatismo, principalmente por decorrência de acidente automobilístico, tem papel de crescente importância na medicina atual. ... ...
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| | | Define-se o Transtorno Bipolar como uma manifestação clínica marcada pela ocorrência de um ou mais episódios Depressivos Maiores, acompanhados por pelo menos um episódio Hipomaníaco ou Maníaco, com aparecimento recorrente. A característica essencial do Transtorno Bipolar é um curso clínico caracterizado pela ocorrência de um ou mais Episódios Hipomaníacos, Maníacos ou Episódios Mistos. Com freqüência, os indivíduos também tiveram um ou mais Episódios Depressivos Maiores. Os episódios Hipomaníacos não devem ser confundidos com os vários dias de eutimia que podem seguir-se à remissão de um episódio Depressivo Maior. Episódios de Transtorno do Humor induzido por substâncias (devido aos efeitos fisiológicos diretos de um medicamento, outros tratamentos somáticos para a depressão, drogas de abuso ou exposição a uma toxina) ou episódios de Transtorno do Humor Devido a uma outras doenças não devem confundir com um Transtorno Bipolar. ... ...
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| | | Inflamação dolorosa da bainha sinovial que envolve determinados tendões (das mãos, por exemplo) e que se pode estender aos próprios tendões. A tenossinovite pode ser provocada por traumatismo (tensão, luxação) ou por infecção (do dedo). Traduz-se por dor, sensação de rangido em caso de movimento ou de pressão e tumefação alongada que, à falta de tratamento adequado, se acompanha de necrose e eliminação do tendão, acarretando rigidez definitiva do dedo. Conseqüência freqüente das DORT-L.E.R. (lesões por esforço repetitivo) que é observada em digitadores, pianistas, datilógrafos, etc. Primeiramente, deve-se tentar o tratamento conservador: repouso, imobilização, calor úmido, antinflamatórios. Se necessário, o cirurgião fará uma incisão na bainha sinovial de maneira a permitir a liberação do tendão. A readaptação funcional posterior é imperiosa. ... ...
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| | | (Tendinite) Inflamação de um tendão. A maioria das tendinites são devidas a microtraumatismos repetidos, sendo que em alguns casos mais raros, são de origem artrítica. Traduzem-se por dores no tendão atingido e dificuldade na execução de funções habituais. A primeira coisa a ser recomendada pelo médico é o repouso do local afetado. Para acalmar as dores, receita-se analgésicos por via oral ou em aplicações externas de calor e massagens e posteriormente, procura-se identificar a causa da tenosite, a fim de poder eliminá-la mediante tratamento adequado. ... ...
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| | | (Tenosite) Processo inflamatório de um tendão. ... |
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| | | Extremidade não contrátil do músculo, formada por tecido conjuntivo firme, geralmente pouco elástico, que se prende solidamente ao periósteo. Alguns tendões das mãos e dos pés são parcialmente envolvidos por bainha cheia dum líquido viscoso, que lhes facilita o deslocamento. Os tendões estão sujeitos a diferentes afecções: podem inflamar-se ou ser lesados por traumatismos. As lesões dos tendões consistem em contusões, cortes, rupturas e ferimentos. Além da dor, da hemorragia e dos outros sintomas comuns dos ferimentos, observa-se nesses casos uma paralisia mais ou menos completa dos músculos envolvidos. O tendão lacerado ou rompido deve ser reconstituído precocemente por meio de sutura. Em caso de perda de substância, pode-se recorrer à tenoplastia, transplante de tendão, ou enxerto de fragmento de aponevrose em lugar do tendão destruído por traumatismo, para preencher o espaço deixado pela perda de substância e reunir os dois 1 fragmentos de músculo, separados nesse caso por espaço muito grande para que seja possível a sutura simples. O tendão pode tornar-se também sede de tumor cístico que se desenvolve a sua custa, no corpo, geralmente no dorso da mão, mais raramente na face palmar ou, ainda, na sola do pé ou na articulação do joelho. O tumor é duro, claramente limitado, liso ou ligeiramente irregular, pouco móvel nos planos profundos e pouco doloroso; são especialmente sujeitos aos cistos e tendinites, digitadores em computação, datilógrafos, os pianistas, os remadores, os boxeadores, etc. O tratamento dos cistos sinoviais é cirúrgico. ... ...
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| | | Tecido responsável pelos movimentos ativos e passivos de todos os órgãos do corpo humano, constituídos por células alongadas e que contém grande quantidade de filamentos citoplasmáticos, responsáveis pela contração. Aprsenta como características gerais, células alongadas de origem mesodérmica, com três diferenciações: músculo liso, com células fusiformes sem estrias; músculo estriado esquelético, com células cilíndricas longas e músculo estriado cardíaco. ...
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| | | Taxa de metabolismo basal que é medida em jejum de 12 horas, após sono, sem realização de atividades precedentes., em temperatura apropriada, expressa em quilocalorias por metros quadrados de superfície corporal, por hora.... ...
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| | | (Taquisistolia) Aceleração do número de batimentos do coração, acima de 100 batimentos por minuto, que se manifesta por ocasião de esforços musculares ou em seguida a refeições muito copiosas, excitação psíquica, queda da tensão sanguínea, elevação da temperatura, hipertireoidismo, e nas crises denominadas de taquicardia paroxística. Esta última condição, que acontece muitas vezes sem que haja uma base orgânica de doença cardíaca leve o coração a bater em freqüência muito elevada (acima de 150/minuto); desde que o coração esteja em boas condições, irá tolerar sem grandes conseqüências clínicas. Admite-se que o limite superior normal da freqüência cardíaca seja de 100 batimentos por minuto, e o inferior de 60 batimentos por minuto. Como são vários os tipos de taquicardia, sempre que ocorra um episódio, a assistência deverá ser imediata, para que seja tratada de forma adequada. ... ...
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| | | A Úlcera Péptica trata-se de uma lesão escavada, geralmente solitária e crônica, que se forma na mucosa esôfago-gastrointestinal como resultado de digestão ácido péptica destes tecidos. Sua ocorrência é freqüente, podendo afetar até de 5-10% da população. A úlcera duodenal é mais freqüente que a gástrica e geralmente homens são mais acometidos que mulheres, as quais apresentam uma elevação da freqüência após a menopausa. A doença ocorre como conseqüência de desequilíbrio entre defesa da mucosa e reação agressiva do suco gástrico, sendo que na maioria dos casos a úlcera gástrica parece decorrer da queda de defesa da mucosa e a úlcera duodenal de um aumento da agressão. Os tipos que se apresentam da doença são: ...
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| | | As úlceras de perna são feridas que se formam na pele da perna em decorrência de doenças que podem ser circulatórias, metabólicas ou infecciosas, como varizes, hipertensão arterial, aterosclerose, diabetes e infecções. Podem acometer pessoas das mais diferentes faixas etárias, geralmente de forma crônica, podendo, mesmo com a cicatrização da ferida, deixar seqüelas estéticas e funcionais graves, representando doenças extremamente importantes, não só por seus aspectos médicos, como pelos problemas sócio-econômicos que ocasionam. Entre as várias doenças que podem causar as úlceras de perna, temos as varizes (úlcera varicosas), flebite crônica (úlcera pós-flebítica), hipertensão arterial (úlcera hipertensiva), trombose arterial (úlcera isquêmica), diabetes (úlcera diabética), infecção (úlcera infecciosa, AIDS), trauma (úlcera traumática) e tumores (úlcera tumoral). A úlcera varicosa, mais freqüente, é conseqüência da estase (acúmulo) de sangue venoso na pele que acaba determinando o seu espessamento, a redução da gordura subcutânea, manchas castanhas e finalmente a lesão. Em casos de hipertensão arterial, diabetes, aterosclerose, existe a obstrução das artérias da pele e/ou das artérias profundas gerando a ferida. As úlceras infecciosas são ocasionadas por bactérias que lesam a pele, enquanto que a úlcera traumática ocorre por corte, contusão ou perfuração e as úlceras tumorais por tumores. Geralmente ocorrem em pernas inchadas, com veias dilatadas e visíveis, com os doentes se queixando de sensação de peso e cansaço nos membros e queimação nos trajetos venosos. A úlcera varicosa costuma ser pouco dolorosa, sendo essa queixa exacerbada quando existe infecção local. As úlceras isquêmicas caracterizam-se por dor intensa, contínua, que se mantém durante a noite, impedindo o sono. Aparecem espontaneamente ou após trauma. No início, surge mancha violácea ou bolha escura com posterior formação de escara que se desprende, aparecendo, então, a úlcera. As úlceras isquêmicas são complicações observadas em diabéticos, hipertensos ou em pacientes com obstrução (trombose) das artérias da perna. A profilaxia da lesão cutânea baseia-se no tratamento da doença causal, como operação de varizes, uso de meia elástica, controle da pressão alta, do diabetes, do excesso de peso, realização de exercícios físicos, prevenção de infecções e de traumas nos membros inferiores. ... ...
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| | | Doença infecciosa viral (herpesvírus) que se apresenta de maneira isolada, raramente epidérmica, caracterizada por erupção vesiculosa nas regiões da pele que correspondem a algum nervos sensitivos, especialmente os nervos intercostais. A causa provavelmente é um vírus filtrável, que seria idêntico ao da varicela (às vezes se verificam casos de zona durante epidemias de varicela). A afecção começa por 1 ou 2 dias de mal-estar geral, o doente se cansa rapidamente, perde o apetite. tem febre, sente formigamentos ou repuxões nas regiões que dependem do nervo atingido (na maioria das vezes, um ou diversos espaços intercostais). É geralmente no terceiro dia que aparecem em grande número pequenas bolhas (vesículas) dispostas ao longo do nervo (na maioria das vezes, portanto, em variável extensão da metade do tórax, também no rosto, na coxa, etc, podem ser atingidos). A distribuição sistemática no trajeto de nervosas pequenas bolhas, as dores persistentes que as acompanham, o intumescimento dos gânglios linfáticos da região confirmam o diagnóstico. A zona é em geral de duração relativamente curta (2 a 3 semanas), principalmente na pessoa jovem. As bolhas secam e formam crosta que caem, deixando mancha esbranquiçadas. O conteúdo das bolhas às vezes é hemorrágico, porém, às vezes, mais raramente infecciona-se e torna-se purulento. Nas pessoas idosas, as dores, muito intensas, às vezes persistem durante as semanas seguintes ao desaparecimento das bolhas. O uso de alguns medicamentos antivirais provocam melhoria e diminuição do tempo de recuperação, como o aciclovir. ... ...
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