28052004
Aldeias do meu país
Embora eu seja citadino
É daí a origem dos meus pais
Mas era aí que desejava que tivesse começado o meu destino
Casas feitas em pedra
No interior uma lareira
Com caminho em terra
Que nos leva à clareira
No tempo de inverno
Num amanhecer de cada geáda
Olhamos para o campo de feno
E pensamos estar no meio das nuvens, derivado a estar cobertos de geáda
Em pleno verão
Árvores carregadas de verdes folhagens
Para nos abrigar do forte calorão
Vendo o riacho passar, sentados numa das suas margens
Terra onde o tempo passa devagar
Terra onde há tempo para prosear
Onde se pode parar para divagar
Aldeias do meu país
É daí a origem dos meus pais
José Amaro